ARTIGOS

 

18.06.2008

(Mensagem recebida via e-mail, com pedido para ser repassada)

 

ÚLTIMO FOLHETO!!!

 

Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, o pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos.
 
Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse:
-'Ok, papai, estou pronto. '
 
E seu pai perguntou:
-'Pronto para quê?'
-'Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. '

Seu pai respondeu:
-'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. '

O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
-'Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?'

Seu pai respondeu:
-'Filho, eu não vou sair nesse frio. '

Triste, o menino perguntou:
-'Pai, eu posso ir? Por favor!'

Seu pai hesitou por um momento e depois disse:
-'Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho. '
-'Obrigado, pai!'

Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via. Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta. Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:
-'O que eu posso fazer por você, meu filho?'

Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse:
-'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR. '

Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora. Ela o chamou e disse:
-'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'

Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito. Quando o culto começou ele perguntou:
- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'

Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.
- 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.

Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei:
-'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. '

Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei:
-'Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. '

Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta. Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim:
-'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. '

Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos. Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto. Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!! Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. '

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente. Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho... Exceto um. Este Pai também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, todo o céu gritou louvores e honra ao Rei, o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo nome.

Bem aventurados são os olhos que vêem esta mensagem. Não deixe que ela se perca, leia-a de novo e passe-a adiante. Lembre-se: a mensagem de Deus pode fazer a diferença na vida de alguém próximo a você.

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Em quem votar?

O processo pré-eleitoral em Livramento de Nossa Senhora, Bahia, segue o retrógrado figurino de sempre. E não daria para pensar diferente em uma cultura ainda eivada de oportunismo, alimentado pelo lamentável servilismo sertanejo, que aniquila o desenvolvimento e mantém a população presa ao conformismo. A eleição deste ano tem de ser confrontada com a de 2004, quando foi rompido um ciclo caudilhesco de quase 30 anos, de cuja nocividade o município amarga as conseqüências. Entre estas, incluem-se a deterioração urbana da sede municipal, que cresceu sem estética e sem planejamento; e a destruição de sagradas referências históricas, como o piso de ruas e praças do centro histórico, a partir do Tomba, onde a cidade começou; além de casarões coloniais, na cidade e zona rural, que estão ruindo à míngua de tombamento.

Faltou empenho para implantação de uma agricultura sustentável, que poderia ter sido viabilizada a partir do Projeto de Irrigação do DNOCS, que se encontra criminosamente distorcido e abandonado. Nesse rastro, vieram o uso irresponsável dos recursos hídricos e a indiferença diante da perigosa expansão da monocultura da manga, que deu uma falsa sensação de riqueza e não acrescentou um centavo ao orçamento municipal. Soma-se a isso a decomposição social, traduzida nos índices de pobreza e indigência, que o IBGE atesta em 88%; bem como no tráfico e consumo de drogas e prostituição infantil, favorecidos, entre outras coisas, pela falta de referências sadias para os jovens e surgimento de áreas faveladas na periferia urbana.

A queda vertiginosa da qualidade do ensino, somada à falta de valorização dos educadores, que se quer conseguem viver dignamente com seus vencimentos, torna o quadro ainda mais severo. De outro lado, potencialidades econômicas do município, como mineração e turismo, não recebem a atenção devida, perdendo-se receita. O cadastro imobiliário pouco difere da planta original, pelo que arrecada pouco mais de R$40 mil de IPTU por ano, quando poderia arrecadar pelo menos R$500 mil. O poder público não comparece para fiscalizar a apropriação indevida do espaço público por particulares, nem para ordenar o trânsito, denotando perda do controle administrativo. Isso tudo é conseqüência e continuidade do governo hegemônico que existiu até 2005, que se salva apenas por reduzidas boas ações, entre elas a expansão física da rede escolar, principalmente na zona rural.  

Culpa-se o povo, às vezes, pela apatia e falta do exercício da cidadania, mas ele é sábio e quando entende necessário muda o voto, como em 2004, quando impôs uma ruptura, a partir das urnas, trazendo esperanças de mudanças, apesar de quase sempre deixar atingir o limite. Naquela época, em verdade, agarrou-se a uma miragem, sem atentar para a fragilidade e patetice do “plano de governo” do grupo eleito. Entendeu que valia a pena tentar, mas agora amarga a frustração ante o fiasco da gestão que se finda, que se quer teve competência para perceber que a população fez a parte dela, pondo fim ao panorama político-administrativo que se perpetuava. E agora tudo volta ao começo e talvez ao mesmo dilema angustiante: em quem votar? Nos mesmos?

(Também publicado no jornal “Folha da Chapada”, edição de 10.06.2008)

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